Introdução

A designação população activa é constituída pelos empregados, desempregados e pelas pessoas que estejam a cumprir serviço militar obrigatório. A elevada taxa de desemprego leva ao desequilíbrio do mercado de trabalho, que resulta da diferença entre a oferta e a procura de trabalho. Seguidamente irei definir a noção de desemprego, focarei algumas desigualdades, causas e consequências bem como possíveis soluções para o seu combate.

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Desemprego

Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenómeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem acompanhar o crescimento populacional. Um agravante é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho, excluindo cargos que antes eram desempenhados por pessoas e actualmente são por máquinas.

Desemprego Sazonal: Neste caso encontra-se a Agricultura e o Turismo que empregam um elevado número de indivíduos nas chamadas épocas altas, que depois dispensam no resto do ano, causando assim desemprego.

Desemprego Temporário: Há indivíduos que mudam de emprego, ou porque não se sentem realizados, ou porque adquiriram mais habilitações que lhes permitem procurar novo emprego.

Desemprego Estrutural: É quando as habilitações dos trabalhadores não correspondem ao perfil exigido pelas empresas.

Desemprego Tecnológico: É gerado pelo desenvolvimento tecnológico, ou porque exige pessoal com qualificações especializadas para trabalhar com os novos equipamentos, ou porque os novos equipamentos requerem menos mão-de-obra.

 Desemprego médio anual em Portugal
O Desemprego aumentou 2,7% entre 1998 e 2008. As mulheres, os mais jovens e os residentes na região norte são os mais penalizados.

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“O desemprego diminuiu 0,4 pontos percentuais entre 2007 e 2008, de 8,0% para 7,6%. Desde 2000 que este indicador não conhecia um abaixamento anual. O gráfico 1 permite também observar a maior expressão do desemprego feminino (8,8%) comparativamente ao masculino (6,5%), em 2008. Embora o volume total do desemprego tenha aumentado entre 1998 e 2008, é interessante verificar que nesses dois anos a diferença entre o desemprego masculino e feminino é igual: 2,3 pontos percentuais.”

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“Os mais jovens são os que apresentam, em 2008, uma taxa de desemprego mais elevada (16,4%). Foi também nessa categoria etária que mais se avolumou a taxa de desemprego no período compreendido – 6,0 pontos percentuais. O gráfico 2 demonstra que o nível de desemprego é mais baixo nas categorias etárias mais velhas. Nos onze anos considerados, a taxa média de desemprego dos portugueses com idade entre os 35 e os 64 anos foi sempre inferior à média nacional (ver desemprego total no gráfico 1). Entre 2007 e 2008 o grupo etário cuja taxa de desemprego mais desceu foi o que integra os activos com idade entre 25-34 anos.”

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“Ao longo do intervalo temporal em causa no gráfico 3, o desemprego médio anual em Portugal conheceu os seus valores mais elevados junto dos indivíduos cujo nível de escolaridade máximo concluído é o 2º ou o 3º ciclo do ensino básico, ou o ensino secundário e pós-secundário. No mesmo período, o aumento do desemprego fez-se sentir de forma mais ampla entre os portugueses com formação superior: em 1998, apenas 3,4% dos que detinham esse grau escolar estavam desempregados; em 2007, esse valor foi de 6,9% – um aumento, portanto, de 3,5 pontos percentuais. Inversamente, o desemprego entre a população com o ensino secundário ou pós-secundário foi o que menos aumentou nesses anos: de 6,9% para 7,9%. Os portugueses sem quaisquer recursos escolares são os que apresentam as taxas de desemprego mais baixas. Este dado está associado ao facto de o desemprego fazer-se sentir principalmente junto da população mais jovem, a qual detém maiores habilitações. Todavia, os desempregados sem quaisquer habilitações escolares constituem a única categoria na qual a taxa de desemprego aumentou entre 2007 e 2008.”

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“Atentando no gráfico 4, conclui-se que o Norte e o Alentejo são as regiões (NUT II) que têm as mais altas taxas de desemprego do país em 2008: 8,7% e 9,0%, respectivamente. A região norte é também a que regista um maior aumento da taxa de desemprego entre 1998 e 2008: 3,8 pontos percentuais. Em 1998 a região que registava valores mais baixos era o Centro (2,9%), no último ano deste intervalo essa posição é assumida pela Região Autónoma dos Açores. Contudo, tal como se verificou no Algarve e Alentejo, a taxa de desemprego nos Açores aumento entre 2007 e 2008.”

As medidas do desemprego

A taxa de desemprego é a relação entre a população desempregada e a população activa, isto é, entre os indivíduos que não têm emprego e o conjunto dos indivíduos que no período de referência constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que estão no circuito económico.

As desigualdades face ao desemprego

As principais causas do aumento do desemprego devem-se ao elevado número de mulheres desempregadas, ao aumento de desempregados em todos os grupos etários e ao aumento dos desempregados com um nível de escolaridade completa.

As causas, consequências e possíveis soluções do desemprego

As causas do desemprego podem muitas vezes dever-se ao desenvolvimento tecnológico, à globalização, à terciarização, à desindustrialização entre outras.
As consequências, por sua vez, podem ser devastadoras, tanto do ponto de vista da pessoa do desempregado e de sua família, quanto do ponto de vista social e político. A conta do desemprego, directa ou indirectamente, é paga por todos. É paga via aumento de impostos para cobrir despesas do tipo salário desemprego, despesas hospitalares, despesas com segurança entre outras. Estudos comprovam que o desemprego aumenta os problemas relacionados com a saúde física e mental do trabalhador, fazendo com que se acentue a procura pelos serviços profissionais ligados a esta área. Também há comprovação de que a violência e o crime, de um modo geral, estão directamente relacionados com o desemprego. Este pode ainda provocar radicalização política. O que é solução para uns, pode ser causa de desemprego para outros. Dentre as medidas de combate ao desemprego mais citadas pode-se enumerar: facilitação do consumo e do crédito, incentivo ao investimento privado, implementação de políticas fiscais e monetárias adequadas, aumento da despesa pública, flexibilização do mercado de trabalho, redução do tempo de trabalho, trabalho de tempo parcial, licenças remuneradas, restrição às horas extras, trabalho compartilhado, além de outras possibilidades.

As políticas do desemprego

O principal problema económico com que Portugal se depara continua a ser o da persistência de elevados níveis de desemprego.
O desemprego tem aumentado rapidamente durante os períodos cíclicos de recessão, mas tem diminuído lentamente durante os períodos de recuperação, reflectindo a incapacidade de manter, durante estes períodos, um nível de crescimento do emprego suficientemente constante.
O aumento do desemprego foi acompanhado pelo agravamento das disparidades entre as regiões, afectando profundamente as regiões menos favorecidas.
As diferenças inter-regionais relativamente às oportunidades de emprego dizem respeito sobretudo às mulheres e aos jovens.

Fontes:
http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/index.jsp?page=indicators&id=22
Economia A 10º ano, Lucinda Sobral Henriques e Manuela Leandro, Porto Editor


Impacto da crise económica em Portugal

A crise económica mundial está a ter um forte impacto em Portugal onde o número de desempregados tem vindo a crescer rapidamente. Segundo um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), a crise económica vai enviar para o desemprego mais "20 a 25 milhões" de pessoas em todo o mundo até 2010. A cada semana que passa, muitas pessoas têm a impressão de que a crise financeira internacional está a piorar. Várias empresas estão a passar por um profundo processo de reestruturação organizacional devido à redução dos lucros ou realização de prejuízos. Uma das principais consequências é o aumento do desemprego, com impactos relevantes sobre o bem-estar da população, num momento onde se reduziram as hipóteses de encontrar um novo emprego.
Como já visto em vários momentos da história, as economias crescem em ciclos, ou seja, com alternância entre períodos de elevado crescimento e recessões. As medidas de política económica vêm sendo empregadas para que a actual recessão não se torne numa depressão, ou seja, os governantes de vários países estão a tomar as medidas adequadas e necessárias. Assim, teremos que lidar parcialmente com as consequências da actual crise e tomar as medidas necessárias para que no próximo ciclo de crescimento económico os riscos de uma depressão não sejam tão elevados.

Portugal destaca-se nas medidas anti-crise

Portugal gastou uma média de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em medidas e políticas activas de emprego especificamente direccionadas para o combate à crise. O nosso país é, a seguir à Polónia, o segundo que tem mais gastos em políticas activas de emprego.
É necessário haver políticas especiais no mercado de trabalho, para que possamos ter uma recuperação mais rápida, como por exemplo, apoiar os jovens que procuram colocação, aumentar a formação dos desempregados para que a sua contratação seja mais atractiva para as empresas e apoiar os esforços dos desempregados para obterem novo emprego.
Em Portugal os dados revelam que 80% dos trabalhadores portugueses, em idade activa, vivem em risco de pobreza.




AVALIAÇÃO: Revela dedicação, esforço de pesquisa. Precisa organizar melhor informação e relacioanr conceitos com informação (bom)- lmadurei lmadurei Nov 9, 2009